quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Brazil: O Filme - Crítica



Via IMDb.

Brazil: O Filme (Brazil, Reino Unido / EUA, 1985) 
Duração: Aproximadamente 2 horas e 12 minutos 
Gênero: Ficção científica, humor, drama
Diretor: Terry Gilliam
Roteirista: Terry Gilliam
Elenco: Jonathan Pryce, Kim Greist, Robert De Niro, Bob Hoskins
Filme assistido na Netflix.

Assisti a Brazil: O Filme, longa-metragem o qual chamarei apenas de Brazil no decorrer deste texto, e a trama se passa num futuro onde há abundante tecnologia para suprir as necessidades humanas ao mesmo tempo em que todas as ações dentro dessa sociedade são racionalizadas e burocráticas demais, um mundo onde não há lugar para o sentimento das pessoas, tampouco para o amor.

Distopias não são novidades para quem acompanha literatura, dois livros muito famosos também falam a respeito do tema, 1984 de George Orwell e Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, o diferencial na obra de Terry Gilliam, além do humor, são as muitas coisas em comum com a nossa realidade dos dias atuais, o comportamento das pessoas e as tecnologias bem representadas em Brazil.

No longa Brazil, a produção é minuciosa, os prédios, maquetes, desenhos nos cenários, efeitos práticos, tudo feito com grandiosidade e esmero, se hoje eu já achei um deleite aos olhos, imagine ver isso na época em que o filme foi lançado.

Em Brazil é incrível o repertório de personagens, talentosos atores que fazem pequenas pontas, mas incríveis participações como Bob Hoskins e Robert De Niro, mas sem dúvida o maior destaque é o protagonista interpretado por Jonathan Pryce. Assim como eu, a maioria das pessoas deve se lembrar de seu papel de Alto Pardal no seriado Game of Thrones.

Na história de Brazil, Jonathan Pryce se apaixona por uma garota, interpretada pela belíssima atriz Kim Greist, mediante a uma grande injustiça e movido pela paixão, o personagem de Jonathan Pryce torna-se inimigo do Estado e faz de tudo para proteger seu amor.

Para acompanhar a história, obviamente a opção por uma boa música é essencial, e melhor escolha impossível senão uma das melhores composições de Ary Barroso, Aquarela do Brasil, com diversos arranjos, mas respeitando a canção original, para dar ritmo à história do atrapalhado protagonista.

Em Brazil, a trama é calcada no sarcasmo, a história se desenrola de maneira séria, mas calcada no cômico com um pouco de aventura e psicodelia, o que traz um pouco de leveza à trama de pesado tema. Um belo filme onde começa e termina num samba já bastante conhecido desde sempre aqui no Brasil e protagonizado por estrangeiros. Recomendo o filme para quem gosta de filmes distópicos e para quem já conhece outros trabalhos de Terry Gilliam, seja em carreira solo ou com Monty Python.

Nenhum comentário:

Postar um comentário