segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

The Witcher 3: Wild Hunt, Hearts of Stone e Blood and Wine - Crítica


Um rpg de ação imersivo, emocionante e incrível.

Via Steam.

Jogo: The Witcher 3: Wild Hunt
Ano de lançamento: 18 de maio de 2015
Desenvolvedora: CD PROJEKT RED
Editora: CD PROJEKT RED
Gênero: ação, RPG, hack and slash
Versão analisada: PC / Steam

Os Livros e os Jogos Anteriores
Para jogar The Witcher 3: Wild Hunt não é necessário ter lido todos os livros escritos por Andrzej Sapkowski, pois a história do jogo traz de maneira resumida os acontecimentos anteriores ao jogo e até dá continuidade à obra do autor de maneira extremamente respeitosa. Também não é necessário ter jogado os games anteriores da franquia The Witcher para entender o enredo de The Witcher 3, o jogo começa no final do segundo game, mas tudo em The Witcher 3 foi feito pensando em deixar o enredo o mais didático possível, pois há diversos livros e textos que são fornecidos durante a jornada que trazem mais informações sobre o universo de The Witcher.

História
O jogo The Witcher 3 conta a história de um bruxo, chamado Geralt de Rívia, que está atrás de uma garota, sua discípula, chamada Ciri. Geralt precisa alcança-la antes que um grupo de elfos malignos denominados de Caçada Selvagem a peguem. Por que Ciri está fugindo? Qual o interesse da Caçada Selvagem por Ciri? São inúmeras questões que serão respondidas ao longo dessa incrível aventura.

O Mundo de The Witcher 3
Em The Witcher 3: Wild Hunt, os reinos estão em guerra, cada um com seu poderio bélico, basicamente os impérios mais importantes são o império de Nilfgaard, comandado pelo imperador Emhyr var Emreis, o Reino da Redânia, comandado pelo rei Radovid, e Skellige, cujo monarca, rei Bran, está morto e o próximo a ocupar o trono ainda será escolhido.

Cada região em The Witcher 3 possui características próprias como geografia, vegetação, clima, economia, população, religião, animais entre outras coisas. Por exemplo, em Novigrad, a capital do Reino da Redânia, a região é montanhosa, faz calor na maior parte do tempo e há chuvas esporádicas, em contrapartida, nas ilhas Skellige, as montanhas são cobertas de gelo, pois o frio é predominante. O clima nos pântanos de Velen é abafado e chuvoso, enquanto que nas florestas em Pomar Branco a temperatura é de um calor mais agradável.

As diferenças entre as classes sociais são visíveis, nas áreas nobres da cidade há pessoas ricas, bem vestidas e os comércios são mais organizados, enquanto que nas periferias há muitos membros de gangues, prostitutas e mendigos. As religiões são bem diversificadas no jogo, como a dedicada a Igreja do Fogo Eterno, o culto à deusa-mãe Melitele, o culto às Moiras e há também pessoas mais humildes que adoram monstros. Basicamente é a realidade humana de tempos imemoriais aos dias de hoje retratadas no jogo.

Por falar em monstros, há diversos deles em The Witcher 3 e eles são classificados em diversas categorias, tais como feras, insetos, draconídeos, relictos, elementais, vampiros entre outros. Dentro das categorias há subcategorias, por exemplo, dentre os vampiros, há os chamados vampiros superiores, monstros mais poderosos, inteligentes e que sabem se comunicar perfeitamente. 

Além dos humanos e monstros há anões, elfos e outras criaturas fantásticas que também fazem parte do mundo de The Witcher 3. Um detalhe curioso em relação aos elfos, eles possuem um idioma próprio e uma história riquíssima.

Os bruxos são uma categoria a parte dos humanos, pois são seres que passaram por mutações que transformaram seus corpos em verdadeiras máquinas de matar monstros, e vez ou outra, algum humano mais levado.

O Bruxo
No jogo controlamos, na maior parte do tempo, Geralt de Rívia, também chamado de Carniceiro de Blaviken, Lobo Branco e outras alcunhas. Um bruxo é um ser que teve seu corpo transformado e adaptado para aguentar o uso de poções, onde elas são utilizadas em ocasiões específicas, seja para aumentar a força, correr longas distâncias sem se cansar, enxergar melhor no escuro entre muitas outras habilidades, há um limite para o uso dessas poções, pois o excesso pode intoxica-lo e leva-lo a morte. Uma característica marcante de um bruxo são seus olhos de gato e todos eles utilizam um medalhão, que representa sua escola de origem, no caso de Geralt é a Escola do Lobo, e funciona como um alerta contra a presença de monstros.

Um bruxo sempre carrega consigo duas espadas, uma de aço para matar feras e humanos, e outra de prata para combater monstros. Além de espadachim, um bruxo é capaz de fazer magias como emanar fogo (Igni), rajada de vento (Aard), fazer um campo de força que o protege limitadamente (Quen), criar um campo de proteção no chão contra espectros (Yrden) e controlar e persuadir mentes de humanos e algumas feras (Axii). Outras armas que fazem parte do arsenal de um bruxo são a besta, que possui uma variedade de virotes, as bombas, cada uma com aplicação específica e óleos, que são aplicadas nas espadas aumentando assim seu poder de ataque. O bruxo pode substituir a espada de aço por outras armas, por exemplo, um machado.

As armas e armaduras do bruxo podem ser conseguidas durante as explorações pelos cenários ou adquiridas através de lojas ou fabricadas com especialistas específicos mediante diagramas que podem ser comprados ou encontrados durante a jornada.

O bruxo pode se locomover pelo mundo aberto de The Witcher 3 em qualquer cavalo, mas a principal dele é a égua Carpeado, Plotka no original, que também pode receber equipamentos novos e com isso aumentar seu vigor, carregar mais peso, ter mais resistência e não entrar em pânico, além de conferir maior bonificação ao término de missões ao jogador dependendo do troféu (cabeças de monstros) que estiver usando.

Seu melhor amigo é Dandelion, Jaskier no original, o amor de sua vida é a feiticeira Yennefer de Vengerberg e todas as montarias de Geralt de Rívia se chamam Carpeado.

As Feiticeiras
Além dos bruxos, há as feiticeiras no mundo de The Witcher 3, elas basicamente são humanas, algumas mestiças, possuem um arsenal maior de magia, possuem a capacidade de abrir portais para se locomover, algo que Geralt não gosta muito de usar, elas também fazem uso de teletransporte, lançar e retirar maldições, comunicam-se com mortos entre outras habilidades. Tais quais os bruxos, elas também são inférteis.

Dentro do jogo, as bruxas mais famosas e que vão interagir mais vezes com Geralt são Yennefer de Vengerberg, Triss Merigold  e Keira Metz.

Jogabilidade
Os comandos básicos do jogo são bastante intuitivos e há um tutorial no início do jogo que explica muita coisa, como a maioria dos comandos é utilizada exaustivamente durante a jornada, o jogador vai dominar rapidamente todas as funções. O saque de espada correspondente ao inimigo pode ser feito de maneira manual ou automática, assim como as finalizações em inimigos humanos, cuja animação é aleatória, indo de decapitação ao desmembramento de partes do corpo. Um alerta aos pais e responsáveis, o jogo não é voltado para crianças, pois vez ou outra, Geralt precisa aliviar suas tensões e o faz com diversas personagens do jogo.

Dependendo das habilidades de seu personagem, é possível fazer variações de golpes ou magias basta segurar o botão correspondente. No meu caso, só fui notar como se dava a Espira, um ataque poderoso em que o bruxo aplica uma série de golpes sequenciais, após muitas horas de jogo. Em vários momentos em The Witcher 3 será necessário usar o sensor do bruxo para encontrar pistas para resolver os mais diversos casos, de sumiço de pessoas, seguir o odor de um perfume, encontrar rastros de monstros entre outras utilidades. Com o uso do sensor é possível encontrar baús, muitos deles contendo itens valiosos.

A física no jogo se dá em diversos momentos, quando Geralt salta de uma altura muito grande, ele recebe dano, em lutas, se o oponente recebe muitos golpes na defesa, ele se cansa, Geralt ao receber um golpe muito forte, pode ficar nocauteado, as espadas ao serem muito usadas, ficam danificadas e, assim como as peças da armadura, precisam de reparos, entre outros detalhes. Algo que não me agradou muito é o fato do jogo não permitir que Geralt tenha acesso a todos os locais, por exemplo, é possível subir em alguns telhados, em outros não, algo contraditório, pois é fato que Geralt consegue escalar altas montanhas.

Os menus do jogo são bem intuitivos, talvez a única coisa que eu demorei pra me acostumar foi com a criação de itens, pois são tantas opções de customização que eu posso fornecer ao personagem que acabei não explorando muito na primeira vez que terminei a campanha principal de The Witcher 3.

O hud do jogo pode ser configurado, mas optei por deixar no modo padrão, as informações ali expostas são bem claras e eu particularmente não senti falta de nada.

Em relação ao mapa, ao usar um sinalizador, o jogo poderia fornecer um caminho mais rápido, assim como faz com objetivos de missões, pois acontecia de algumas vezes eu marcar um lugar e ficar dando voltas por não saber que se tratava de uma entrada subterrânea, por exemplo.

Gwent
Em The Witcher 3: Wild Hunt há um jogo chamado Gwent, trata-se de um jogo de cartas em que geralmente se aposta uma quantia de dinheiro. O objetivo do Gwent é simples, vence quem tiver mais pontos, porém não é só jogar as cartas, é preciso uma boa dose de estratégia para garantir a vitória, principalmente contra adversários mais experientes e com baralho melhor.

Um detalhe bem interessante no baralho Gwent, são as ilustrações nas cartas, pois nelas há uma boa quantidade de personagens do jogo com uma síntese sobre eles, uma informação que pode ser encontrada também no perfil de cada personagem ou no bestiário no caso das criaturas.

Gráficos
Sem dúvida alguma os gráficos são sensacionais, muito detalhados, tanto o personagem principal quanto os secundários, Carpeado, npcs (non-player characters / personagens não controláveis), cenários, há uma riqueza de detalhes nas texturas dos prédios e templos, em palácios é possível notar a suntuosidade em cada pedaço da arquitetura. Na natureza é possível ver o quão cuidadoso foram em criar as plantas dos mais diversos tipos, a água é incrível, os animais que encontramos pelo caminho, como porcos, vacas, lebres entre outros, enfim, tudo no jogo é impecável.

Um detalhe bem curioso que notei, é que a movimentação da boca dos personagens acompanhou muito bem a dublagem brasileira, posso estar enganado, mas tenho a impressão que há alguma engine no jogo que permite esse tipo de efeito, pesquisei sem me aprofundar muito e não encontrei nada.

Quando rapamos a barba de Geralt, com o passar do tempo a mesma passa a crescer, achei incrível esse detalhe. Por falar em tempo, ver o tempo passar é uma experiência incrível no jogo, pois além de refletir graficamente, isso influência diretamente no game com a aparição de criaturas. Ao sair da água, a roupa de Geralt fica com aspecto molhado. Outra coisa que pode parecer simples, mas me deixou encantado, é o fato do personagem ao pisar na nave, as marcas da bota ficarem marcadas no chão. Os efeitos de luz e sombra dão todo o aspecto cinematográfico a The Witcher 3, possibilitando capturar belíssimas imagens da tela.

Durante as animações dos personagens que surgem para explicar melhor a trama, achei legal que quando há a presença de Geralt, ele está com a armadura e espadas que você está utilizando durante o jogo, talvez só em um momento perto do final da campanha principal que isso não acontece, e foi em relação ao corte de cabelo do personagem.

Acredito que seja uma exclusividade na versão de PC, para quem possui placas de vídeo da NVIDIA, pois há a possibilidade habilitar a função HairWorks para os personagens mais importantes na trama, é um detalhe a mais no jogo que acaba deixando-o mais bonito.

Foram poucos os defeitos que notei, talvez os dois mais notáveis foram a baleia que encontramos em Skellige, pois sua movimentação é travada e nada natural, e em determinada missão, os olhos de um cavalo que não ficaram presos a cabeça e o resultado ficou medonho.

Outro ponto que não acho que seja um defeito tão grande, mas o fato de alguns monstros serem diferentes esteticamente, mas se comportarem basicamente da mesma maneira, caso de muitos draconídeos, por exemplo. Há uma grande variedade de criaturas, mas as ações repetidas de algumas delas me frustraram um pouco.

Musicas e Efeitos Sonoros
As músicas são todas orquestradas e não poderia combinar melhor com a ambientação medieval do jogo, cada momento do game recebe um tema adequado, algo mais calmo quando nada acontece, uma música mais agitada quando se inicia uma luta, músicas cantadas em partes específicas do jogo, enfim, uma boa variedade de canções nada enjoativas que casaram perfeitamente em The Witcher 3.

Os efeitos sonoros também são um destaque no jogo, pois tudo nele se encaixa perfeitamente. O único detalhe que eu estranhei, é ao golpear alguns espectros, o som mudava, hora era da lâmina cortando a carne e hora mudava para um som abafado, fora isso não me lembro de mais nada diferente.

Localização
A CD PROJEKT RED fez um trabalho de localização incrível para nosso país, traduziram absolutamente tudo no jogo, creio que alguns poucos npcs ficaram sem dublagem.

A escolha dos dubladores foi quase perfeita, dentre os personagens mais importantes na trama, a da personagem Yennefer (Simone Benfica) deixou a desejar, a impressão que tive em alguns momentos é o tom da voz dela não se adequar com a cena. A de Ciri (Gabi Costa) só decepcionou em uma parte bem importante do jogo. Ademais gostei da escalação de Sérgio Moreno para fazer Geralt, impecável, Isaac Bardavid como Emhyr Var Emreis, perfeito, Élcio Romar no papel de Gaunter O' Dimm, enfim, o elenco é enorme para dublar tantos personagens que existem no jogo. Um ou outro npc ficou com a voz meio estranha.

Conquistas e Diversão
Por ser um jogo enorme, The Witcher 3 oferece inúmeras possibilidades do que fazer, a única coisa recomendável que eu peço ao jogador que for se aventurar neste incrível game é fazer as missões de acordo com o nível do personagem, pegar missões onde o nível é alto demais, normalmente representadas com a caveirinha vermelha, pode acabar frustrando o gamer e ainda ao se completar uma luta ou missão dessa natureza, a recompensa não reflete ao esforço empenhado, principalmente pelo pouco de experiência que é conferido ao termino de uma árdua batalha.

Na versão de PC há 78 conquistas para serem desbloqueadas, algumas são obtidas ao fazer missões obrigatórias no jogo, outras são secretas e podem ser conquistadas sem querer. Há duas que me deram muito trabalho, uma chamada Colecionador de cartas, onde o jogador precisa coletar todas as cartas Gwent no jogo base, há um livro que auxilia o jogador fornecendo a quantidade de cartas disponíveis em cada região. Outra conquista bem complicada para mim foi Atirador de elite, que consiste em atingir 50 oponentes humanos na cabeça, para obter essa conquista mais facilmente achei necessário o uso de um poder extra que só é fornecido junto à dlc Blood and Wine.

Para tornar as coisas mais divertidas, joguei o game na dificuldade mais difícil, Marcha da Morte!, e em certo momento habilitei também a dificuldade mais alta no Gwent e a aparição de mais inimigos durante o jogo. Dependo do oponente a ser enfrentado, era um ataque sofrido, uma morte, até para um inimigo mais comum. Tem coisa mais divertida que isso?

Por se trata de um jogo no estilo rpg de ação, o jogador pode estar pensando em focar no grind para subir o nível do personagem, entretanto não é necessário, pois o jogo é bem generoso quando se cumpre missões, principalmente as missões principais e secundárias, dependendo do quão bem feita a missão for realizada, mais pontos de experiência o jogador recebe.

O fato de haver conquistas prolonga a vida útil do jogo, porém, em minha opinião, não é a única forma de prender a atenção do jogador, pois, há coisas além das conquistas e das missões, coisas que o jogador pode fazer e obter mais informações, itens, diagramas, armas entre outras coisas. Por exemplo, é possível coletar mais cartas Gwent e não são necessárias para desbloquear conquista alguma.

Ao terminar a campanha de The Witcher 3 pela primeira vez, se as dlcs foram instaladas, não sei dizer se as duas expansões Hearts of Stone e Blood and Wine também são necessárias, é possível iniciar um novo jogo + (NG+ / New Game +) com todos os óleos, poções, pontos de habilidades e algumas armas que você possui. O jogo é reiniciado, entretanto você já começa com uma boa quantidade de poder, entretanto, todos os inimigos voltam mais fortalecidos também. Infelizmente só é possível iniciar um NG+, não sendo possível fazer um NG++ após finalizar novamente The Witcher 3.

Por se tratar de um jogo muito grande, The Witcher 3 possui inúmeros encerramentos, há os principais envolvendo Ciri, entretanto há outros finais menores que refletem as decisões tomadas pelo jogador durante momentos cruciais.

DLCs Hearts of Stone e Blood and Wine
Em relação às dlcs (downloadable content / conteúdo para download), há inúmeras delas, como a já citada NG+, entretanto as duas expansões Hearts of Stone e Blood and Wine são as mais importantes, pois trazem novas histórias, armas, runas, desafios, monstros, conquistas, personagens entre outras coisas.

Hearts of Stone

História
Em Hearts of Stone, Geralt conhece o personagem Olgierd von Everec, um sujeito arrogante que contrata o bruxo para se livrar de um monstro, ao aceitar o contrato, Geralt de Rívia percebe tardiamente que caiu em uma trama perversa que envolve um misterioso homem chamado Gaunter O' Dimm, também conhecido como Senhor Espelho e Homem Vidro.

A história desta expansão não achei tão envolvente, talvez por não gostar dos personagens envolvidos, histórias secundárias da campanha principal prenderam mais minha atenção. Há uma parte em que Geralt está sendo levado de navio para outro lugar, neste ponto fiquei empolgado, pois achei que Hearts of Stone me levaria a outro continente, infelizmente minhas expectativas foram por água abaixo.

Encantador de Runas
Ao contrário do enredo, Hearts of Stone trouxe uma belíssima atualização que é o encantador de runas que conhecemos logo no início da dlc. Ao desbloquearmos todas as habilidades do tal encantador, é possível aumentar consideravelmente seu poder de ataque e defesa, tornando o jogo relativamente mais fácil, pois em determinados combates, ao utilizar certas habilidades, óleos e poções, seu personagem se torna praticamente invencível. O encantamento Rompimento aliado a certas habilidades de ataque é comparável à utilização da espada Crissaegrim em Castlevania: Symphony of the Night.

Durante uma das missões principais nessa expansão há uma em específico que eu achei bastante engraçada, onde Geralt é obrigado a dividir seu corpo com um fantasma, há algumas situações hilariantes, um dos pontos altos da dlc. Entretanto, no geral, a trama de Hearts of Stone não me agradou e outro ponto negativo nessa expansão é o fato das missões darem pouca experiência ao bruxo.

Blood and Wine

História
O bruxo é convocado pela duquesa de Toussaint, Anna Henrietta, para investigar misteriosos assassinatos envolvendo nobres cavaleiros que possuem forte ligação com a duquesa por prestarem serviços à família dela há muitos anos. Conforme as investigações avançam, Geralt recebe a ajuda de um velho amigo, Regis, para descobrir quem é o assassino, chamado de a Fera de Toussaint.

Com uma história mais envolvente, novos inimigos, novos armamentos e principalmente, novas armaduras, Blood and Wine é praticamente um novo jogo de The Witcher, trazendo gráficos inclusive mais bonitos que o jogo base, talvez por trazer um tom mais alegre e apesar da trama pesada, em certos momentos há passagens muito engraçadas.

Ao contrário de Hearts of Stone, Blood and Wine é bastante generoso nos pontos de experiência e o nível do bruxo pode subir consideravelmente. Inclusive, para quem gosta de fazer grind, há um local que é perfeito para isso, se o jogador for paciente é possível deixar Geralt com nível bastante elevado depois de algumas horas, mas para isso será preciso ter certas habilidades contidas em Hearts of Stone.

Mutação Superior
Outro ponto muito importante em Blood and Wine é a adição de uma nova mecânica, ao completar uma determinada missão, Geralt adquire uma nova habilidade onde novas mutações podem ser incorporadas ao bruxo, é como se Geralt tivesse passado por um novo processo para se tornar bruxo, entretanto deixando-o mais poderoso, sem dúvida alguma vale muito a pena desbloquear tais mutações.

Considerações Finais
Sem dúvida alguma é um dos melhores jogos que joguei em minha vida, foram mais de 400 horas de diversão, emocionei-me em diversas partes, fiquei frustrado em outras, mas a vontade é a de jogar mais vezes para poder fazer os inúmeros finais que o jogo oferece, não só na campanha principal, mas nas expansões também, infelizmente, ou melhor, dizendo, felizmente, há tantos jogos para serem jogados que está na hora de partir para outro título. Quem sabe no futuro não posso revisitar The Witcher 3 e jogar por mais 400 horas, pois The Witcher 3, além de ser um excelente rpg de ação, é como ler um livro, e quem não gosta de reler algo quando é bom?

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